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Coaching de Alto Impacto Método Xeque-Mate

Glossário

Glossário do Gerente de Projetos

Cada termo explicado em três partes: o que é, como aparece no seu projeto e o erro mais comum. Para quem quer entender e, principalmente, saber o que fazer.

A

  • Abordagem híbrida

    Combinação de práticas preditivas e ágeis no mesmo projeto, escolhidas conforme a natureza de cada parte do trabalho e as exigências da organização.

  • Aditivo contratual

    Instrumento formal que altera um contrato vigente, como escopo, prazo ou valor, e precisa ser aprovado e assinado pelas partes antes de valer.

  • Ágil (métodos ágeis)

    Conjunto de valores e práticas que priorizam entregas frequentes, colaboração com o cliente e adaptação a mudanças, em vez de planejar tudo no início.

  • Alucinação de IA

    Resposta de um sistema de IA generativa que parece correta e bem escrita, mas contém informação falsa, inventada ou sem base nos dados fornecidos.

  • Ancoragem

    Tendência de dar peso excessivo à primeira informação recebida, como um número inicial, que passa a servir de referência para estimativas e negociações.

  • Apetite a risco

    Grau de incerteza que a organização ou o sponsor estão dispostos a aceitar em troca de um resultado esperado, orientando decisões sobre respostas a riscos.

  • Assertividade

    Capacidade de expressar opiniões, limites e pedidos de forma clara e respeitosa, sem passividade para evitar conflito nem agressividade para impor.

  • Autoridade formal

    Poder que vem do cargo e das regras da organização, como aprovar gastos, definir prioridades ou avaliar pessoas, diferente da influência pessoal.

B

  • Backlog

    Lista ordenada de itens de trabalho ainda não realizados, como funcionalidades, ajustes e melhorias, priorizada pelo valor que cada item gera.

  • BATNA (MAANA)

    Melhor alternativa à negociação: o que você fará se não houver acordo. Define o limite a partir do qual aceitar a proposta deixa de valer a pena.

  • Business case (caso de negócio)

    Documento que justifica o investimento no projeto, comparando custos, benefícios esperados, riscos e alternativas para apoiar a decisão de seguir.

C

  • Caminho crítico

    Sequência de atividades dependentes que determina a menor duração possível do projeto; atrasar qualquer uma delas atrasa a entrega final.

  • Coaching

    Processo de desenvolvimento em que um coach ajuda a pessoa a definir objetivos, refletir sobre o próprio comportamento e transformar intenção em ação.

  • Comitê diretivo (steering committee)

    Grupo de executivos que orienta o projeto, toma decisões acima da alçada do gerente e resolve conflitos de prioridade, recursos e direção estratégica.

  • Comunicação não violenta (CNV)

    Abordagem de comunicação que organiza a conversa em observação, sentimento, necessidade e pedido, para expressar desacordos sem ataque e com mais empatia.

  • Concessão

    Algo que uma parte cede durante a negociação para aproximar um acordo, de preferência em troca de algo de valor e de forma planejada, não por pressão.

  • Controle integrado de mudanças

    Processo que analisa e decide as solicitações de mudança considerando o efeito conjunto em escopo, prazo, custo, qualidade, riscos e contratos do projeto.

  • Critérios de aceite

    Condições verificáveis que uma entrega precisa cumprir para ser aceita por quem a recebe, combinadas antes do trabalho para evitar disputas na entrega.

  • Cronograma

    Plano que organiza as atividades do projeto no tempo, com durações, dependências, responsáveis e datas, servindo de base para acompanhar o prazo.

  • Custo afundado (sunk cost)

    Recurso já gasto que não pode ser recuperado e, por isso, não deveria pesar na decisão de continuar, mudar ou encerrar um projeto.

D

  • Definição de pronto (definition of done)

    Acordo da equipe sobre o padrão mínimo de qualidade que todo item precisa atingir para ser considerado concluído, como revisão, testes e documentação.

  • Delegação

    Transferência de uma tarefa ou decisão para outra pessoa, com autoridade e contexto suficientes, mantendo o acompanhamento e a responsabilidade final.

  • Dependência

    Relação entre atividades ou entregas em que uma só pode começar ou terminar depois de outra, dentro do projeto ou com equipes e fornecedores externos.

  • Dono do risco

    Pessoa designada para acompanhar um risco específico, acionar a resposta planejada no momento certo e informar o gerente sobre mudanças na situação.

E

  • EAP (estrutura analítica do projeto)

    Decomposição hierárquica de todo o trabalho do projeto em entregas e pacotes de trabalho menores, que facilita estimar, planejar e controlar o escopo.

  • Entrega (deliverable)

    Produto, resultado ou documento verificável que o projeto precisa produzir para concluir uma fase ou cumprir seu objetivo, com critérios de aceite.

  • Escalonamento

    Ato de levar uma questão a um nível de autoridade maior quando ela ultrapassa a alçada do gerente ou não se resolve no nível atual.

  • Escopo

    Conjunto de entregas, trabalho e limites que definem o que o projeto vai fazer e, com a mesma clareza, o que ele não vai fazer.

  • Escuta ativa

    Forma de ouvir com atenção total, buscando entender o conteúdo e a emoção da outra pessoa e confirmando o entendimento antes de responder ou opinar.

  • Esgotamento profissional (burnout)

    Estado de exaustão ligado ao trabalho, com cansaço persistente, distanciamento e queda de rendimento, que pede atenção e apoio de profissional de saúde.

  • Estrutura funcional

    Modelo organizacional dividido por áreas de especialidade, em que os projetos dependem dos departamentos e o gerente de projetos tem pouca autoridade.

  • Estrutura matricial

    Modelo organizacional em que as pessoas respondem ao mesmo tempo a um gestor da área funcional e a um gerente de projeto, com autoridade dividida.

  • Estrutura projetizada

    Modelo organizacional em que as equipes são formadas para cada projeto e respondem diretamente ao gerente, que tem alta autoridade sobre recursos.

F

  • Falácia do planejamento (planning fallacy)

    Tendência de subestimar o tempo, o custo e os riscos de tarefas futuras, mesmo sabendo que tarefas parecidas no passado demoraram mais que o previsto.

  • Feedback

    Informação dada a uma pessoa sobre o efeito de um comportamento observado, para reforçá-lo ou ajustá-lo, com foco em fatos e não em julgamentos.

  • Feedforward

    Prática de oferecer sugestões voltadas ao futuro, em vez de analisar o passado, para ajudar alguém a melhorar um comportamento específico.

  • Folga (float)

    Tempo que uma atividade pode atrasar sem afetar a data final do projeto ou o início da atividade seguinte, conforme o tipo de folga considerado.

G

  • Gerenciamento do valor agregado (EVM)

    Técnica que compara o trabalho planejado, o trabalho realizado e o custo real para medir de forma integrada o desempenho de prazo e de custo do projeto.

  • Gerente funcional

    Gestor responsável por uma área permanente da organização, a quem os membros da equipe do projeto respondem hierarquicamente no dia a dia.

  • Gestão da mudança

    Conjunto de ações para preparar e apoiar as pessoas afetadas por uma mudança, para que adotem a nova forma de trabalhar trazida pelo projeto.

  • Gestão de benefícios

    Prática de definir, acompanhar e garantir os ganhos de negócio que justificaram o projeto, inclusive depois que as entregas forem concluídas.

  • Gestão de conflitos

    Conjunto de atitudes e técnicas para lidar com divergências no projeto de forma construtiva, escolhendo a abordagem adequada a cada situação e relação.

  • Gestão de expectativas

    Esforço contínuo de alinhar o que os stakeholders esperam do projeto com o que ele pode entregar, antecipando frustrações e ajustando acordos a tempo.

  • Governança de projetos

    Estrutura de papéis, regras e fóruns que define quem decide o quê no projeto, como as decisões são tomadas e como o desempenho é acompanhado.

I

  • IA generativa

    Tipo de inteligência artificial que produz textos, imagens ou outros conteúdos novos a partir de padrões aprendidos em grandes volumes de dados.

  • Impedimento

    Obstáculo presente que trava o avanço de uma atividade ou da equipe e precisa ser removido para o trabalho continuar no ritmo planejado.

  • Influência

    Capacidade de mudar decisões e comportamentos de outras pessoas sem depender do cargo, com base em credibilidade, relações, conhecimento e reciprocidade.

  • Inteligência emocional

    Capacidade de perceber, entender e administrar as próprias emoções e de reconhecer as emoções dos outros para agir com mais equilíbrio nas relações.

K

  • Kanban

    Método visual de gestão do fluxo de trabalho que usa um quadro com colunas e limites de trabalho em andamento para revelar gargalos e acelerar entregas.

  • KPI (indicador-chave de desempenho)

    Indicador escolhido para acompanhar o desempenho em relação a um objetivo, com meta, fórmula de cálculo, fonte de dados e responsável definidos.

L

  • Lições aprendidas

    Conhecimento obtido durante o projeto sobre o que funcionou e o que não funcionou, registrado para melhorar este e os próximos projetos.

  • Liderança situacional

    Modelo que propõe adaptar o estilo de liderança ao nível de competência e de comprometimento de cada pessoa para cada tarefa específica.

  • Linha de base

    Versão aprovada do escopo, do cronograma e do custo usada como referência para medir o desempenho e controlar mudanças no projeto.

M

  • Mapa de stakeholders

    Ferramenta que organiza os stakeholders por influência, interesse e posição em relação ao projeto para definir como engajar cada um.

  • Marco (milestone)

    Ponto significativo do cronograma, sem duração, que indica a conclusão de uma entrega importante ou de uma fase e serve de referência para executivos.

  • Matriz de Eisenhower

    Ferramenta de priorização que classifica tarefas por urgência e importância em quatro quadrantes, para decidir o que fazer, agendar, delegar ou eliminar.

  • Matriz RACI

    Tabela que define, para cada entrega ou atividade, quem é Responsável, quem Aprova, quem é Consultado e quem é apenas Informado.

  • Mentoria

    Relação de desenvolvimento em que um profissional mais experiente compartilha conhecimento, conselhos e contatos para apoiar o crescimento de outra pessoa.

  • Microgerenciamento

    Estilo de gestão que controla em excesso os detalhes do trabalho dos outros, reduzindo autonomia, motivação e a capacidade da equipe de decidir sozinha.

  • MVP (produto mínimo viável)

    Versão mais simples de um produto capaz de testar uma hipótese com usuários reais, gerando aprendizado com o menor esforço possível antes de investir mais.

N

  • Negociação ganha-ganha

    Abordagem que busca acordos que atendam aos interesses das duas partes, ampliando as opções em vez de apenas dividir um valor fixo entre elas.

O

  • OKR (objetivos e resultados-chave)

    Método de definição de metas que combina um objetivo qualitativo e inspirador com poucos resultados-chave mensuráveis, revistos em ciclos curtos.

  • One-on-one (reunião individual)

    Conversa periódica e individual entre líder e liderado para tratar prioridades, dificuldades, desenvolvimento e o que não cabe nas reuniões de equipe.

P

  • PDI (plano de desenvolvimento individual)

    Plano que define objetivos de desenvolvimento profissional, competências a fortalecer, ações concretas, prazos e formas de acompanhar o progresso.

  • Pensamento de grupo (groupthink)

    Tendência de grupos coesos buscarem consenso a qualquer custo, calando dúvidas e alternativas e tomando decisões piores do que tomariam sozinhos.

  • Plano de comunicação

    Documento que define quem precisa receber qual informação do projeto, em que formato, com que frequência, por qual canal e quem é responsável por enviar.

  • PMBOK (Guia PMBOK)

    Guia de referência do PMI sobre o conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos, usado como base comum de termos, princípios e práticas.

  • PMI (Project Management Institute)

    Associação profissional internacional de gerenciamento de projetos que publica padrões como o Guia PMBOK e oferece certificações e capítulos locais.

  • PMO (escritório de gerenciamento de projetos)

    Área que padroniza métodos, apoia gerentes e consolida informações dos projetos para dar visibilidade à alta gestão e apoiar decisões.

  • Portfólio de projetos

    Conjunto de projetos e programas gerenciados em conjunto para atingir objetivos estratégicos, com priorização e alocação de recursos.

  • Pré-mortem

    Técnica em que a equipe imagina que o projeto já fracassou e lista as causas prováveis, para identificar riscos que o otimismo do início esconde.

  • Premissa

    Fato tomado como verdadeiro no planejamento sem comprovação, que precisa ser registrado e verificado porque, se falhar, altera prazo, custo ou escopo.

  • PRINCE2

    Método estruturado de gerenciamento de projetos de origem britânica, baseado em princípios, temas e processos, com foco em justificativa de negócio.

  • Procrastinação

    Hábito de adiar tarefas importantes mesmo sabendo das consequências, muitas vezes por desconforto, medo de errar ou falta de clareza sobre o próximo passo.

  • Product owner

    Papel do Scrum responsável por maximizar o valor do produto, ordenando o backlog e representando as necessidades dos stakeholders junto à equipe.

  • Programa

    Grupo de projetos relacionados gerenciados de forma coordenada para obter benefícios que não seriam alcançados gerenciando cada um isoladamente.

R

  • Registro de decisões

    Documento que guarda as decisões relevantes do projeto com data, responsável, alternativas avaliadas e justificativa, para consulta futura.

  • Registro de questões (issue log)

    Lista controlada dos problemas e pendências que já afetam o projeto, com responsável, prazo e situação, para que nenhum assunto fique sem tratamento.

  • Reserva de contingência

    Tempo ou dinheiro reservado no plano para responder a riscos identificados, caso eles se concretizem, sob controle do gerente de projetos conforme regras.

  • Reserva gerencial

    Recurso mantido fora da linha de base para imprevistos não identificados no planejamento, liberado apenas com aprovação da gestão superior do projeto.

  • Resposta a riscos

    Ação planejada para lidar com um risco identificado: evitar, transferir, mitigar ou aceitar ameaças, ou explorar e ampliar oportunidades.

  • Restrição

    Limite imposto ao projeto, como data fixa, orçamento máximo, norma ou recurso indisponível, que reduz as opções do gerente ao planejar e decidir.

  • Retrospectiva

    Reunião periódica em que a equipe analisa como trabalhou no último ciclo e escolhe poucas melhorias concretas para aplicar no ciclo seguinte.

  • Reunião de kickoff

    Reunião de início do projeto que alinha objetivos, escopo, papéis, governança e próximos passos entre sponsor, equipe e principais stakeholders.

  • Risco

    Evento ou condição incerta que, se acontecer, afeta positiva ou negativamente objetivos do projeto como prazo, custo, escopo ou qualidade.

S

  • Scope creep (aumento descontrolado de escopo)

    Crescimento gradual do escopo sem avaliação de impacto nem aprovação formal, que consome prazo e orçamento sem ninguém perceber a tempo.

  • Scrum

    Framework ágil leve que organiza o trabalho em sprints, com papéis, eventos e artefatos definidos, para entregar valor de forma incremental e adaptável.

  • Scrum master

    Papel do Scrum responsável por ajudar a equipe a aplicar o método, remover impedimentos e melhorar a forma de trabalhar, sem atuar como chefe da equipe.

  • Segurança psicológica

    Crença compartilhada de que a equipe pode expor dúvidas, erros e discordâncias sem medo de humilhação ou punição, o que favorece aprender rápido.

  • SLA (acordo de nível de serviço)

    Compromisso formal entre fornecedor e cliente que define o nível de serviço esperado, como prazos de atendimento e disponibilidade.

  • Solicitação de mudança (change request)

    Pedido formal para alterar escopo, prazo, custo ou outro elemento aprovado do projeto, que precisa ter impacto analisado antes de ser aprovado ou recusado.

  • Sponsor

    Executivo que patrocina o projeto, garante recursos e apoio político e responde pelos resultados de negócio que justificam o investimento.

  • Sprint

    Ciclo curto e de duração fixa em que a equipe se compromete com uma meta e produz um incremento utilizável do produto, ao fim revisado com stakeholders.

  • Stakeholder (parte interessada)

    Pessoa, grupo ou área que influencia o projeto ou é afetada por ele, com interesses próprios que precisam ser entendidos e gerenciados.

  • Status report (relatório de status)

    Relatório periódico que comunica andamento, desvios, riscos e decisões necessárias do projeto, adaptado ao que cada público precisa saber.

T

  • Termo de abertura do projeto

    Documento que autoriza formalmente o projeto, nomeia o gerente e registra objetivos, escopo inicial, premissas, restrições e principais stakeholders.

  • Timeboxing

    Técnica de definir um tempo fixo para uma atividade ou reunião e encerrá-la ao fim desse período, ajustando o escopo do trabalho ao tempo disponível.

V

  • Viés de confirmação

    Tendência de buscar, interpretar e lembrar informações que confirmam o que já acreditamos, dando menos peso às evidências contrárias.

  • Viés de otimismo

    Tendência de superestimar a chance de resultados positivos e subestimar riscos e problemas, comum em estimativas de prazo e custo de projetos.

Z

  • ZOPA (zona de possível acordo)

    Faixa em que os limites das partes se sobrepõem e um acordo é possível; fora dela, qualquer proposta será recusada por um dos lados.

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